Certa feita, saí cedinho de casa pra um falapau na casa de meu primo carnal, Muriçoca, lá no fim de linha do Pau Miúdo.
Tava o maior auê no ponto de ônibus.
Tive que entrar a pulso, mas pra tomar uma eu faço qualquer coisa, e na paleta é que eu não ia. Apurrinhado, fui me espremendo lá pra frente e consegui passar pela borboleta.
Mas eu, que faço terra desde o tempo de dom corno, não ia vacilar. "É hoje que eu vou lavar a jega," pensei.
E fiquei ali, mal sabendo o esparro em que eu ia cair. É que daí a pouco o motorista deu outro freio de arrumação e eu me desapartei da tribufuzinha e me encaixei num negão tipo segurança do Olodum.
Tá rebocado, eu pensei que ia bater a caçuleta. O negão virou e fez: "- Qualé meu irmão? Tá procurando frete comigo, é? Eu lhe dei ozadia por acaso?".
Resultado: levei um cachação que doeu como corno, e fui parar lá na casa da porra. Foi o maior mangue dentro do buzú.
Enquanto eu me lenhava, ouvia o povo dizer: "- Pique a porra nesse chibungo, ôôôôxe, tem mais é que estabocar com este sacana mesmo!!!".
No meio daquela zuada toda, resolvi tirar o corpo e na primeira sinaleira que o buzú parou eu me piquei. Jurei que mais nunca entro em carro com enxame de gente.
Quanto às fubuias, tive que infonar, mas de hoje a oito possa ser que eu passe lá. Só que na próxima vez vou pedir a um taquiceiro pra me levar, que eu não sou menino nem oreba, pra ximbar de novo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário